Pureza Doutrinária – Doutrina e Movimento – Final

A responsabilidade do espírita

Aí estão alguns desacertos advinhos da falta de pureza doutrinária no movimento espírita. E, quanto mais se amplia o movimento, maior o perigo dessa mescla ocorrer, pela dificuldade em se orientar bem a todos.

“(…) Não podemos de forma nenhuma desfigurar a Doutrina dos Espíritos, mutilar seus textos, deformar suas leis morais, anular seu princípios, cancelar pontos explicativos, ajeitar interpretações ao agrado da cultura humana, inventar conceitos estranhos, incorporar crendices e superstições ou explicar os fundamentos espíritas aprisionando-os à óptica acanhada da Ciência oficial.

Tudo que se pregue, divulgue e pratique, contrário aos princípios da Doutrina Espírita, é responsabilidade direta de quem escreve, de quem ensina; de quem dirige casas espíritas; de quem comanda sessões mediúnicas; de quem psicografa; de editoras que investem em obras deficientes ou carregadas de erros doutrinários; de livrarias que vendem de tudo, preocupadas muito mais com o lucro fácil; dos jornais espíritas que apreciam mais polemizar, agredir e destruir que instruir e educar, informar e unir. Walter Barcelos (idem)”

Daí se fazer empenho pela pureza doutrinária, isto é, de:

- preservar o conteúdo doutrinário e sua divulgação (sem deturpações ou acréscimos indevidos);

- manter a prática espírita doutrinariamente correta, (isenta de formalidades exteriores, objetivos egoístas ou puramente materialistas).

Como manter pura a doutrina?

1) Conhecendo e divulgando corretamente o Espiritismo. Qual a sua verdadeira doutrina, o que prega, quais os seus princípios fundamentais, para o distinguir de outras doutrinas. Como conhecer sem estudar? Necessário se faz, ler, ouvir, trocar idéias.

2) Zelando (vigiando, tomando cuidado). Para não deixar que se infiltrem idéias errôneas, nem haja deturpações pela ignorância ou pela má-fé no que estamos divulgando, nas práticas que fazemos como movimento espírita, em nome do Espiritismo.

Não se trata de desconfiança nem intransigência mas zelo. Como o que Jesus tinha pela pureza de sua doutrina (do que pregava, da mensagem que trazia) e do movimento cristão, que começava. É assim que o vemos: ensinando sobre “o trigo e o joio”; recomendando aos discípulos se acautelarem quanto ao “fermento dos fariseus” e aos “falsos profetas”; aconselhando “não será assim entre vós”.

Todo espírita precisa ser bem conscientizado e preparado para fazer a necessária análise de tudo e atuar corretamente no movimento espírita, aceitando o que for bom e recusando o que não for condizente com a codificação kardequiana.

Perguntemo-nos finalmente:

Conhecemos bem o Espiritismo? Seus princípios fundamentais?

Estamos fazendo de cada centro espírita um instrumento da melhora moral da Humanidade?

Que idéias se estão ensinando e que práticas se fazem neles, em nome do Espiritismo?

Praticar, viver sua convicção espírita, transmitir corretamente a doutrina e exemplificar para que outros também consigam essa convicção.

É o que se espera do adepto do Espiritismo.

Esforcemo-nos em dar o exemplo, em demonstrar que para nós, a doutrina não é letra morta.

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