Mocidade e Movimento Espírita

Não há quem não reconheça a importância do elemento jovem na vida social. O jovem é para os adultos a esperança do prosseguimento dos esforços na direção do futuro, de uma continuidade necessária, que não precisará ser obrigatoriamente repetitiva e até poderá abrir novos horizontes para todos.

Todo jovem passa por experiências várias, buscando a melhor expressão de si mesmo, em meio às expectativas da família, dos professores, dos companheiros, sem saber, ainda, do que é capaz e do que deve produzir no meio social, para si e para o mundo.

Nessa fase de crescimento intelectual e moral, cumpre o jovem tarefas próprias de sua idade e começa a participar de algumas das atividades dos adultos, ensaiando-se para, um dia, saber desempenhá-las a contento.

No movimento espírita, o jovem conta com as reuniões de sua Mocidade, onde se exercita no convívio com os companheiros e na execução de algumas atividades de organização e condução do grupo. Fase importante para aprender a conviver com respeito e fraternidade para com todos, respeito e fraternidade de que irá precisar, também, na vida adulta.

É natural, porém, que o jovem, na sua inexperiência e no arroubo de suas forças desejosas de expansão, por vezes se precipite, adotando decisões e tomando providências que não considerem, de imediato, os propósitos ou necessidades do movimento adulto espírita. E isso costuma causar atritos e desagrado, entre uns e outros, fatos que podem ser evitados até facilmente, com um pouco de reflexão, de lado a lado.

O meio para tanto será, sem dúvida, primordialmente o diálogo, principalmente aquele diálogo que se faz previamente com o jovem, abrindo-lhe o entendimento para o que representa aquela Mocidade, qual o objetivo e expectativa dos adultos quanto ao labor que ela deve desempenhar, a colaboração que dela esperam e precisam.

Previamente esclarecido e orientado, o jovem terá melhores condições de trabalhar em consonância com as diretrizes doutrinárias e os propósitos do movimento adulto em mantendo uma Mocidade Espírita. Não se evitarão, ainda assim, todos os inconvenientes e inesperados da atuação dos jovens,que apenas desejam colaborar com o movimento espírita, mas se ressentem da inexperiência e dos ímpetos próprios de sua idade. Entretanto, muitos mal entendidos e desavenças deixarão de acontecer, favorecendo a convivência e participação dos jovens com o movimento espírita adulto, como todos desejamos.

Therezinha Oliveira

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