Notícias do Movimento Espírita – Entrevista Concedida “Notícias do Movimento Espírita” de Araçatuba-SP

Notícias do Movimento Espírita – Araçatuba, SP, sábado, 04 de junho de 2011

Compiladas por Ismael Gobbo

Therezinha, você escreveu vários livros. Quais são?

Na série Estudos e Cursos, são sete livros: Iniciação ao Espiritismo; Mediunidade; Reuniões Mediúnicas; Fluidos e Passes; Oratória a Serviço do Espiritismo; Estudos Espíritas do Evangelho; Orientação Mediúnica. As demais obras, doutrinárias e evangélicas, compõem um total de 15 títulos: Espiritismo (A Doutrina e o Movimento); Parábolas que Jesus Contou (E Valem para Sempre); Jesus, o Cristo; Na Luz do Evangelho (A Mensagem do Amor); Na Luz do Espiritismo (Tudo se Esclarece); Na Luz da Mediunidade (Os Mortos Vivem e se Comunicam); Na Luz da Reencarnação (A Vida É Sempre Vida); Quando o Evangelho Fala; Quando o Espiritismo Fala; Conversando com os Espíritos na Reunião Mediúnica; Para Ler e Reler; Mulher e Mãe (Uma Homenagem); Ante os Problemas Humanos; Coisas que Não Esqueci (Porque me Ensinaram Muito); A Eterna Mensagem (Revelações Espirituais ao Longo dos Tempos) e O Evangelho É Simples Assim.

Há, ainda, quatro folhetos, de boa aceitação e utilidade na casa espírita: Ante os que Partiram; Reencarnação é Assim…; Suicídio? Um Doloroso Engano; e Chegando à Casa Espírita. Aproveito para esclarecer que o folheto Deixem-me Viver não é de minha autoria. Ele se baseia em depoimento do Dr. E. Nathanson e só colaborei na sua organização, para ser publicado por nossa editora.

No prelo, estão dois livros dedicados às crianças: O Sino de Cristal e A Empregada Feia. Os direitos de toda essa produção foram entregues à Editora Allan Kardec, do Ceak, que destina os rendimentos à manutenção de suas obras sociais.

E com relação a palestras. Você continua atendendo a pedidos fora de Campinas?

Sim, mercê de Deus, tenho podido atender a convites de outras cidades, para falar sobre a Doutrina Espírita e as sublimes instruções do Evangelho de Jesus, o que me enseja, ainda, cultivar antigas amizades e formar novos conhecimentos.

Você se lembra bem de quando Chico Xavier recebeu o título de cidadania, em Campinas, em 1974?

De fato, em 27 de julho de 1974, Chico Xavier recebeu em Campinas, por voto unânime dos vereadores campineiros, o título de cidadão, em cerimônia no Ginásio de Esportes do Taquaral. O Movimento Espírita prestou-lhe muitas outras homenagens. À noite, no Ceak, ele recebeu cerca de 3 mil populares que ali compareceram para congratular-se com ele e demonstrar-lhe o seu afeto. E Chico esmerou-se em retribuir a cada um, incansavelmente, o seu aperto de mão, presenteando-os com uma rosa.

Pelo que consta, foi emocionante o discurso de Chico naquele ano em que, coincidentemente, Campinas comemorava o bicentenário.

Sim. Como registrou Mário Tamassia, em folheto da época, Chico disse que uma “força compulsiva” o levava a revelar o que estava acontecendo ali, no plano invisível: o ginásio se transformara em “santuário de luz” e, diante dele, “personalidades e quadros de Campinas do passado desfilavam através de processos que não sabia definir”. Aludiu, o médium, a episódios da história campineira, citando nossos grandes homens, como Barreto Leme, Quirino dos Santos, Campos Sales, Carlos Gomes e Francisco Glicério. E comentou que Emmanuel lhe explicara o porquê da presença de tantos vultos nobres na ocasião: Isso se verifica em função do bicentenário da cidade, sendo que em todo mês de julho corrente, amigos espirituais têm vindo, quando possível, à cidade, a fim de compartilhar da referida comemoração.

Na manhã seguinte, Chico compareceu a uma reunião promovida pela União das Sociedades Espíritas (USE), na Casa do Caminho, que mantém a Casa da Criança Meimei, para um encontro com os dirigentes espíritas campineiros e também concedeu entrevista ao Diário do Povo.

E, hoje, como enxerga o Movimento Espírita?

O Movimento Espírita é muito expressivo e atuante e altamente promissor para o futuro, se houver, de nossa parte, fidelidade doutrinária nos trabalhos que executamos e o cuidado de preparar as novas gerações para a continuidade dos ideais e labores espíritas.

E quanto à bibliografia espírita, produzida mediunicamente e por autores encarnados, acredita que tem sido produtiva?

A literatura espírita requer atenção e melhor seleção, por todos nós, para que não perca o bom nível com que tem conquistado leitores em todas as classes sociais.

O apelo comercial tem sido muito grande, em detrimento da qualidade dos livros espíritas ou rotulados de espíritas?

Realmente, o interesse e a aceitação populares pelos temas espíritas tornaram comercialmente lucrativos os investimentos nessa área e muitos são atraídos pela oportunidade de sucesso fácil.

Que fazer para mudar esse quadro?

Divulgar ainda mais a boa literatura, as obras básicas, os autores clássicos (como Léon Denis, Gabriel Delanne, Bozzano), os nacionais, como Cairbar Schutel, Deolindo Amorim, Herculano Pires e Vinícius, e os mediúnicos (como os recebidos por Chico Xavier e Yvonne Pereira). Obras assim apuram o “paladar literário e doutrinário” dos leitores e fazem com que, ao ler as obras oportunistas, percebam a diferença de conteúdo e de forma, levando-as a escolher melhor o material agradável e útil de que precisam para alimento de suas mentes.

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