NA LUZ DA REENCARNAÇÃO – ARGUMENTOS CIENTÍFICOS

Argumentos científicos

Temos de reconhecer que a reencarnação ainda
não está comprovada pelos cânones da Ciência, por­
que esta faz a exigência de que os fenômenos se repi­
tam, que o pesquisador os possa provocar e controlar
para observar, entender e explicar.

A reencarnação, porém, é um processo de vida
espiritual, transcende ao campo físico e não o pode­
mos fazer parar ou repetir, para que o observemos.

Por isso, as experiências de reencarnação que se
relatam têm sido consideradas, pela Ciência, subjeti­
vas, pessoais.

Mas há delas evidências em todos os povos, tem­
pos e lugares e fatos, aqui e acolá, a estão sugerindo
sempre.

Há, pois, atualmente, em favor da reencarnação
fortes evidências observacionais, obtidas por rigorosos
métodos científicos.

Assim são as tendências e vocações, especialmen­
te as que atingem alto grau de manifestação sem ajuda
especial, como nos autodidatas, ou nas crianças preco­
ces ou prodígio.

Henri Poincaré, célebre matemático francês (1854-
1912) não era espírita, mas afirmou que os gênios ma­
temáticos trazem um “talento congênito” Ou seja, já
vêm feitos”. Como explicar isso sem a existência e qua­
lidades do espírito, pois já vimos que caracteres psico­
lógicos não se herdam nem se transmitem?

E a eclosão do gênio se dá mesmo quando o meio
também não ajuda, como no caso do jovem sergipano
Carlos Matheus, pobre, estudante de escola pública, que,
com 19 anos apenas, conseguiu um feito inédito: obte­
ve os títulos de Mestre e Doutor em Matemática num
dos melhores centros de formação da América Latina, o
Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, e pla­
nejava ir para Paris, através de bolsa de estudo, para rea­
lizar curso de pós-doutorado. Por que esse “talento con­
gênito”? Só a reencarnação pode explicar: é um espírito
que se dedicou particularmente por séculos ao estudo da
matemática e o revela em sua aptidão naturaL

Também são evidências sugestivas da reencarna­
ção os anúncios que são feitos, em sonhos ou através de
revelações mediúnicas, de que alguém está prestes a
reencarnar. Às vezes, a futura reencarnação é percebi­
da por via anímica, quando alguém toma conhecimen­
to do fato por si mesmo. E ocorrem casos em que, quem
está desencarnando, anuncia que irá reencarnar futu­
ramente; crianças agonizantes, com informação assim,
consolaram seus pais ante a inevitável partida.

Muitos registros de casos interessantes como estes
são feitos por Gabriel Delanne, no livro A Reencarna­
ção (Edição FEB).

Outro dado significativo que se obtém, às vezes, é
a identificação dos reencarnados pelas marcas de nas­
cença, correspondentes a ferimentos sofridos na en­
carnação anterior.

Também se notam, por vezes, o comportamento
e conhecimentos iguais aos da pessoa reencarnada, e
ainda o reconhecimento de pessoas, coisas e lugares
da vida anterior, evidenciando a permanência da in­
dividualidade com suas faculdades e conhecimentos,
a memória extra cerebral.

Temos, ainda, as lembranças de encarnações vi­
vidas, que podem ocorrer espontaneamente, mesmo
em sonhos, ou serem provocadas. A dificuldade está,
às vezes, em se fazer a comprovação histórica do que
foi lembrado, porque, se a referência é a vida de pes­
soas muito conhecidas e destacadas, o fato poderá ser
atribuído a conhecimentos subconscientes, obtidos em
leituras prévias ou pela sugestão. E, para o caso de vi­
das apagadas, sem qualquer destaque, não existirem
registros adequados ou terem sido destruídos ao longo
do tempo ou por acidentes e calamidades.

Não obstante, essas lembranças continuam sen­
do motivo de muitas pesquisas e até houve indícios
bem comprovados em alguns casos, sendo famoso
o de Shanti Devi, nascida a 11 de dezembro de 1926,
na Índia, que, investigada por autoridades, aos 4
anos de idade, comprovou, por suas vivas lembran­
ças espontâneas de fatos e reconhecimento de pes­
soas da existência anterior, ser a reencarnação de
Ludgi Devi, uma senhora casada, que desencarnara
um ano antes, a 4 de outubro de 1925.

Entre os pesquisadores atuais das lembranças
espontâneas, merecem citação especial Hemendras
Banerjee, da Universidade de Rajastan, ]aipur, na
Índia, e Ian Stevenson, que foi Diretor do Departa­
mento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Me­
dicina da Universidade de Virgínia (EUA), autor de
20 Casos Sugestivos de Reencarnação. Ambos parecem
concordar que, geralmente, as recordações de vidas
passadas se dão nos casos em que houve pouco in­
tervalo entre as duas reencarnações, porque a vida
anterior se interrompera por acidente, assassinato
ou ainda na infância.

Quanto às lembranças provocadas pela hipnose,
muitos são os pesquisadores atualmente, porque abre
campo para a cura de problemas’ psicológicos (trau­
mas, complexos, fobias, aversões), cujas causas estão
nesse passado mais remoto, tornando-se um tratamento
possível e válido, que vence bloqueios, esclarece e abre
novos horizontes na existência.

As lembranças provocadas por hipnose podem
começar chegando até a vida intra-uterina (memória
pré-natal), mas, depois, regredir ainda mais, para as
memórias da vida anterior.

A americana Virgínia Tighe, em 1952, submetida
à hipnose, lembrou haver sido, cem anos antes, uma
irlandesa chamada Bridey Murphy, recordando costu­
mes e tradições que não poderia normalmente conhe­
cer, caso que mereceu manchetes e estudos.

Não podemos deixar de citar as experiências reali­
zadas por Edith Fiore, doutora em Psicologia, com o
seu livro You have been here before, relatando pesquisas
com mais de 750 pacientes e obtendo deles convin­
centes depoimentos sobre as lembranças da fase intra­
uterina e da fase imediata ao nascimento.

Uma nova técnica psicológica foi criada pelo DI. .

Morris Netherton (EUA), para obter a regressão da
memória em estado de lucidez, sem ser por hipnose,
com finalidade terapêutica, denominada inicialmente
TVP (Terapia de Vidas Passadas) e, depois, TRVP (Te­
rapia Regressiva de Vivências Passadas), porque pode
não se referir a reencarnações, mas a lembranças ante­
riores desta mesma existência.

Entendia Hernani G. Andrade que, em todos es­
ses casos, se trabalha com a memória extracerebral,
com os arquivos do espírito, e evidências observacio­
nais, obtidas por rigorosos métodos científicos.

Deixe um comentário