Doutrina e Movimento – Diferenças fundamentais – Sobre a mediunidade

O Espiritismo é nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. (O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. I, item 5)

Com as manifestações dos espíritos:

- fica comprovado: Não há morte! O espírito é imortal, a vida é imperecível! Acaba o medo da morte.

- fica eliminada, também, a maior parte das nossas preocupações sobre o que nos aguarda além da morte, permitindo-nos fazer uma ideia melhor a respeito.

-temos o conforto do intercambio com os nossos entes queridos que estão no Além. Não forçosamente de cada um, particularmente, mas aquele que se comunica, prova que todos sobrevivem.

O conhecimento espírita, através da mediunidade também revela o fato das obsessões (a influência insistente e prejudicial que espíritos perturbados ou perturbadores exercem sobre os encarnados), e que é a causa, até agora desconhecida, de numerosas afecções, sobre as quais a Ciência se havia equivocado, em detrimento dos doentes (quantos obsidiados foram e são tidos por loucos!). E ainda nos da às instruções e os meios de prevenir, combater e curar esse mal.

Esse conhecimento da imortalidade e comunicação (…) não pode deixar de acarretar, generalizando-se profunda modificação nos costumes, caráter, hábitos, assim como nas crenças, que tão grande influência exercem sobre as relações sociais. É uma revolução completa a operar-se nas ideias, revolução maior, tanto mais poderosa, quanto não se circunscreve a um povo nem a uma casta, visto que atinge, simultaneamente, pelo coração, a todas as classes, todas as nacionalidades, todos os cultos. (A Gênese, I, 20)

Mas a mediunidade não está proibida?

Moises proibira o exercício do intercambio mediúnico por abusos em sua prática. Isso foi cerca de 1.300 anos antes de Jesus. Mas, no Evangelho, não há mais menção alguma a essa proibição; ao contrário, Jesus ensina os discípulos a empregarem a mediunidade e exemplifica para eles a sua prática.

O Espiritismo relembra e recomenda, porém: a mediunidade é coisa santa e deve ser práticada santamente, isto é, com diretrizes superiores e para fins elevados, quais sejam: o esclarecimento espiritual, o fortalecimento da fé, a vivencia de maior fraternidade entre os dois mundos.

Sem dúvida há necessidade de análise criteriosa das comunicações dos espíritos e que se observe o consenso universal. Mas, não utilizar o recurso abençoado da mediunidade é privar a humanidade de valiosíssimos conhecimentos e da inestimável ajuda que os espíritos lhe podem prestar.

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